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"SEIS DA TARDE", 2024

Acrílica sobre tela

90x110cm 

"Seis da Tarde" é uma homenagem à série "Ecoambiência" do grande artista Campineiro Dimas Garcia, que faleceu em 2024, deixando um enorme legado cultural em Campinas.

Assim como a sua série de trabalhos ela explora a solidão e o isolamento na vida moderna.

Às seis da tarde o sol se põe, as ruas começam a esvaziar e o silêncio se instala. Reflete nos vazios a introspecção e o distanciamento moderno.

"DESCONEXOS", 2024
"DEVANEIOS", 2023
 

Acrílica sobre tela

50x40cm 

Coleção Antônio Augusto Nogueira - BR

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"NOITES EM CLARO", 2023

Acrílica sobre tela

90x110cm 

Coleção Rhodys Sigrist - BR

Os três olhos azuis, de Sara Rezende.

Um quadro monocromático levar consigo a palavra "Claro". O que está claro nesta fresta de luz azul que, para ser vista, é preciso se demorar no quadro? Não estava claro para mim o borrão de tinta que a mulher faz em sua própria face, precisei olhar diversas vezes até surgir o borrão, e até surgir o pincel. Isso porque os olhos me atraíram demasiadamente. Três olhares diferentes, olhando a mesma coisa, na mesma tonalidade.

O primeiro olho, o do peixe, é um olhar vago, nada vagando sem rumo algum, ele não veio de lugar algum e não está indo para lugar algum. Ele não está enterrado em nada, é apenas um olhar de quem está apenas atento, mas não percebe nada.

O segundo olhar, o "olho claro" da mulher, é um olhar que ainda respira, que ainda sonha com alguma coisa, e ao mesmo tempo tem um risco permanente de ser perdido.

O terceiro olho, o "olho escuro" da mulher, guarda em si uma chama apagada, a realidade de um sonho morto. Esse olhar não sonha mais. Por isso o nome: Noites em claro é de uma sensibilidade poética: o que está claro está no meio de uma completa inconsciência e de uma perda de consciência. É um quadro que mostra o que acontece dentro de uma pequena faixa de luz, a vida dentro de sua própria pressão morta, que não se mantém de olhos fechados, ainda insiste, carregando em si o pincel para cima, ainda vivo, que não se preocupa mais com forma nenhuma, ainda quer continuar pintando a vida, almejando um rosto.


Por Rhodys R. Sigrist

"MIA", 2023

Acrílica sobre tela

80x60cm 

Coleção Antônio Augusto Nogueira - BR

SÉRIE "ETAPAS DO SER", 2022

"Etapas do ser" retrata diferentes estágios de personas criadas em um jogo distorcido de identidades e personalidades que habitam meu universo imaginário.

Alguns personagens são marcados pela sabedoria em sua expressão, outros pela quietude, e tem os que possuem uma certa aura enigmática. Através deles podemos explorar diferentes estágios emocionais e os desdobramentos da existência humana.

 

"DIÁLOGOS", 2022

Acrílica e spray sobre tela

90x110cm 

"SUSPENSA", 2022

Acrílica, spray, pó ouro e fita telada e carvão sobre tela

60x60cm 

"ORDEM CAÓTICA", 2021
"ORDEM", 2021
"ELO", 2021
"CAOS", 2021

Acrílica e spray sobre tela

70x50cm 

Acrílica e spray sobre tela

70x50cm 

Acrílica e spray sobre tela

70x50cm 

"A obra da artista Sara Rezende, 'Caos', nos instiga de várias formas. Ela estimula, em um primeiro momento, uma reflexão a respeito do mito da democracia racial brasileira. Ao contrário de uma certa convivência harmônica, o que temos aqui é a presença de um caos entre os elementos branco, vermelho (indígenas), amarelo e negro. Não há consonância, mas desacertos. O rosto, melancólico, nos comove e nos remete à imagem criada por Debret, “Negra vendendo caju”, de 1827.

A semelhança das marcas, impressas no rosto, nos faz pensar em uma África antiga, ancestral, profundamente histórica. Sara Rezende, da mesma forma como havia feito Sidney Amaral, estabeleceu pontes entre ontem e hoje. De forma quase invisível, a artista se conecta com o palhaço de Edward Hopper, da tela “Soir Bleau”, de 1914. Existe uma solidão contemporânea, uma clara desolação, tristeza profunda, caos interno. Dessa forma, a obra nos convida a pensar sobre o presente a partir de sutis conexões em relação ao passado. A tinta que escorre, no pescoço e no queixo, nos encaminha a pensar em suor, em sangue e, sutilmente, nos precipita a pensar em lágrimas.”

Marcus Vinícius de Morais é doutor em História Cultural pela Unicamp.

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